“Não podemos cometer o erro das generalizações”

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“O setor de carnes (bovina, frango e suínos, principalmente) é um dos poucos nos quais a sociedade brasileira consegue ter liderança na arena global. São centenas de empresas que empregam mais de 1.000.000 de pessoas diretamente e mais alguns indiretamente, têm certificações internacionais sofisticadas difíceis de ser conseguidas, reputação global, compram produtos de milhares de produtores rurais que têm suas famílias dependentes destas empresas e são responsáveis por mais de US$ 12 bilhões anuais em exportações de produtos feitos no Brasil para mais de 150 países, contribuindo para que sejamos um país comparativamente com oferta abundante e barata de carnes à nossa população.

Acompanho e escrevo sobre os trabalhos destes setores há mais de duas décadas e tenho grande respeito pelos profissionais que lutaram a vida toda para levar o Brasil a esta posição de liderança mundial. Em todas as organizações privadas e públicas existem peças podres, mas são pequenas partes de uma estrutura gigante, como neste caso ficou demonstrado, pois em mais de dois anos de investigação de centenas de empresas e milhares de pessoas chegou-se a um número absolutamente pequeno de irregularidades, que devem ser sempre combatidas e punidas exemplarmente.

Não podemos cometer o erro das generalizações que vem sendo feito. É preciso, antes de mais nada, respeitar uma das poucas coisas da nossa sociedade que o mundo admira. Torcer pelo fracasso destas empresas é torcer pelo fracasso do próprio Brasil.

Marcos Fava Neves
Especialista em Agronegócios, Professor Titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, Campus de Ribeirão Preto.

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