O Brasil é um dos maiores parceiros comerciais da Holanda e a tendência é aumentar o ritmo de negociação entre os dois países. O agronegócio é um segmento essencial nessa balança comercial binacional, disse Robbert Meijering, diretor da Agência de Investimentos Estrangeiros na Holanda (NFIA), instituição ligada ao Ministério de Assuntos Econômicos dos Países Baixos.

“A Holanda estabeleceu nove setores-chave para a economia do país. O agronegócio é o primeiro da lista, tendo superado a química, ciência, saúde e tecnologia, entre outros”, explica Meijering.

As relações comerciais entre os dois países são de mão dupla. Saem do Brasil vários produtos importantes, como soja, café e laranja. Vêm da Holanda outros itens igualmente relevantes, como cebola, tomate, sementes e sêmen de reprodutores de leite.

“O Brasil é responsável por um terço de todos os investimentos provenientes da América Latina na Europa, o que explica o seu papel de destaque em nossa economia”, acrescentou o diretor responsável da NFIA.

Ele cita um exemplo de sucesso de investimentos na Holanda: a Citrosuco, maior produtora mundial do suco de laranja e grande exportadora de cítricos, que usa a Holanda como hub para o mercado europeu.

Para ampliar a geração de negócios, a Holanda implantou um programa de apoio a pequenas e médias empresas internacionais – inclusive brasileiras – para atuar no país. Entre os atrativos, são oferecidos benefícios tributários.

No ano passado, 357 empresas estrangeiras escolheram a Holanda para realizar suas operações, seja com escritórios no país, seja trabalhando como centros de distribuição ou hubs de pesquisa e desenvolvimento. Esse, aliás, é o papel na NFIA, que tem quatro décadas de atividades e busca atrair empresas e investidores, inclusive de agronegócio.