A Sociedade Rural Brasileira (SRB) elege novo presidente

Rural elege novo presidente

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) tem novo presidente. O jovem Gustavo Diniz Junqueira, 42 anos, foi eleito nesta segunda-feira (03) pelo Conselho Superior da entidade para comandá-la no período de 2014 a 2017. Ele sucede Cesario Ramalho da Silva, que esteve à frente da Rural, nos últimos sete anos. O pleito também renovou parte do Conselho da entidade e da Diretoria Executiva.

De vínculo familiar histórico com a agricultura, Junqueira é formado em administração de empresas, é mestre em finanças pela Thunderbird School of Management dos Estados Unidos, e trilhou carreira sólida na área financeira. “A construção de um projeto claro de nação para o Brasil passa pelo agro”, diz o novo presidente da Rural.

Segundo Junqueira, está mais do que na hora do setor acentuar a sua participação nas discussões dos mais relevantes temas da agenda pública nacional, de segurança pública, saúde, passando pela educação e combate à corrupção, por exemplo. No entanto, para ser ouvido, pondera o novo presidente da Rural, o agro precisa desenvolver sua visão do Brasil e seu projeto no contexto da economia como um todo.

“Os mesmos problemas – senão piores – que atingem as cidades também atingem o campo”, ressalta, acrescentando: “até a falta de mobilidade – algo antes restrito às grandes cidades – avança pelo interior”.

Junqueira assinala que o agro brasileiro é um grande produto de inovação, e que temos o que o mundo mais quer e precisa: alimento, fibras e energia renovável.

“O Brasil tem a vantagem de poder contar com diversos “agronegócios” bem sucedidos. Nós temos o estilo norte-americano – da produção em larga escala tecnificada de commodities -, bem como o formato europeu – pautado por fazendas menores, especializadas em nichos de mercado e produtos de maior valor agregado”, mas lembra: “nós temos, também, que nos preocupar com o desenvolvimento dos produtores rurais que operam na margem da subsistência”.

O novo presidente da Rural alerta que o estrangulamento da renda do produtor rural não é só um problema da classe, e sim um desafio para toda a sociedade que precisa comer, se vestir, e necessitará cada vez mais de novas fontes de energia limpa.

De acordo com Junqueira, o agro brasileiro organizado, profissional e sério é comprometido com o tecido social e com o meio ambiente. Para o novo presidente da Rural, o Brasil tem que fazer escolhas e reformas. “O setor produtivo não pede ajuda, pede mudanças, que serão fundamentais para todos, e imprescindíveis para o nosso futuro.”

Contudo, na avaliação de Junqueira, antes de pedir ou exigir mudanças, o próprio setor precisa fornecer projetos concretos já com avaliação dos seus impactos nos outros segmentos da economia e sociedade. “Ninguém melhor posicionado que a inteligência do agro (entidades, institutos, líderes) para formular o que se precisa a curto, médio e longo prazo dentro do setor (financiamento, seguro, legislação) e fora dele (infraestrutura, educação, formação profissional, etc). Articular e integrar estes pensamentos e ações é o papel da Rural.”

Segundo o novo presidente da Rural, para ser realmente um país desenvolvido, o Brasil vai precisar produzir tanto produtos agrícolas [commodities e de valor agregado], bem como ter uma indústria forte nos nichos onde isso for possível e um setor de serviços focado em inovação. “A correção de rota não passa pela negação, e sim pela afirmação de nossas instituições”, enfatiza.

Fonte: http://srb.org.br/

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